
Boa noite a todos aqueles que tem o privilégio de ser... Quem não é...Almeja ser... mas não o sabe, porque nunca se questiona! Nunca tem dúvidas! Faz parte da geração formatada! Da qual eu sei que ninguém quer fazer parte... Hoje gostava de falar um pouco sobre um livro... Um livro ao qual passei indiferente durante muito anos, um livro que muitos chamam sagrado... O maior best seller de todos os tempos, que apesar de ser o mais vendido e de estar aberto em inúmeras casas é desprezado pela maioria daqueles que o compram... Não é preciso questionar ninguém pois todos já entenderam que me refiro à bíblia cristã. Nunca tinha olhado para ela como guia, ou como a "palavra de Deus" ou algo semelhante, para mim era apenas mais um biblô como tantos outros. Curiosamente na actualidade considero-a como o código da estrada nesta estrada da vida. Hoje enquanto lia o capitulo 7 de romanos no versículo 19 fiquei em êxtase. Recordei-me que foi um dos primeiros versículos que me impactou no meu contacto inicial e superficial com a bíblia. Passaram-se quase 10 anos e esse mesmo versículo não cessa de me incomodar... A profundidade do mesmo deixa-me bastante pensativo pois parece que foi escrito por mim... Ora vejamos o que diz: "Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço." Entre gritos e lágrimas sentidas, lembro-me de todos os maus momentos provocados pela realidade constrangedora desse mesmo versículo. Por todas as vezes que feri alguém com dureza nas palavras, pela imolação que provoquei à minha mente em cada momento perdido a ver pornografia, ou por cada acto não realizado que impediu de fazer alguém sorrir ou sentir-se confortado pela ausência do meu abraço. É absurdo não fazer o que sabemos que é correcto e ainda mais absurdo é estar constantemente a fazer o que não queremos e sabemos que é incorrecto. Poderia centrar-me no monstro que é a pornografia... Mas isso será num post futuro, bem sei o mal que esse monstro me causou, mas neste momento quero pura e simplesmente focar-me nas relações interpessoais... O leitor já imaginou a quantidade de sorrisos que enterrou por não fazer o que deve ser feito? Já imaginou a imensidão de pérolas da vida que perdeu por não fazer o que deve? Já alguma vez ansiou que o tempo voltasse atrás para dizer que ama a alguém que hoje já não o ouve porque partiu? Não sei se pensa nisso...

A CANETA NA MÃO DO POETA: Carlos Franqueira